Pequena Bio: Jorge Dersu, antes Jorge Matheus

Na infância e na adolescência Jorge Dersu sempre foi o que foi e o que veio a ser. Os primeiros contatos com a poesia no velho Externato Sao João, programas infantis em rádios de Campinas e Americana, influências de Agnaldo Rayol, Ataulfo Alves, Chico Buarque. E sem esquecer os filmes do Mazzaropi, Caetano, Gil, Tropicália, a revista Bondinho, o Fino da Bossa, a Jovem Guarda, Renato e seus Blue Caps, Beatles, Martinho da Vila, Jorge Ben. Aliás, Jorge Ben sempre, ontem, hoje, amanhã, sempre. Em 1975 o primeiro prêmio no Projeto Guarani, um festival de música realizado no Teatro Castro Mendes, em Campinas-SP. Foi também a época do Teatro Barracão e o encontro com a turma do Mato Grosso, que viveu uma temporada na cidade. Tetê Spindola, Alzira Spindola, Carlos Rennó.

Filho de Nenê do Cavaquinho, compositor e instrumentista. Começou a tocar violão por causa de Jorge Ben. Do cavaquinho e o violão ao salto para o colo da Vanguarda Paulista. Sim, Jorge Dersu é do mesmo Movimento que revelou Arrigo Barnabé e Itamar Assumpção. 

Festival da Vila Madalena, São Paulo, 1980. Muita gente importante passou por ali. Paulo Miklos, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Vange Leonel e outros. Ele faturou o primeiro lugar com a música Tem Maria. Disco ao vivo, shows no lendário Teatro Lira Paulistana.

Em 1982, no auge da Vanguarda Paulista, Jorge Dersu participa da formação inicial da Banda Ísca de Polícia fazendo os vocais com Suzana Salles, Vânia Bastos e Virgínia Rosa. Essa vocacão vanguardista não aconteceu da noite para o dia. Em Campinas, meados dos 70, ele integrou o Grupo de Teatro Evolucão junto com os compositores Lumumba e TC. O resultado foi a peça Sinfonia Negra, uma criação coletiva.

Em 1989 Campinas mais uma vez consegue provar que seu lado artístico está a tona. Desta vez, foi com o talento do cantor e compositor Jorge Dersu, que conquistou o terceiro lugar no V Festival Nossa Música, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura. A premiação aconteceu no dia 21 de dezembro, no Sesc Pompéia, após três etapas anteriores em diferentes cidades do interior de São Paulo. A música Minha Música levou a terceira colocação e mostrou ao público um samba/bossa que fala do sentimento comparado ao prazer da canção. O músico foi acompanhado por Dogmar Souza na bateria; Castora na percussão e voz; Carla Arnoni no teclado; Marcelo Calderazo no baixo e o próprio compositor na guitarra e voz.

Em 2003, 14 de julho, a Câmara Municipal de Campinas concede ao compositor Jorge Dersu a Medalha Carlos Gomes, pelos relevantes serviços prestados nos campos da cultura e da arte.

Tocou com Nei Lopes, Moacir Luz, Guilherme de Brito, Walter Alfaiate, Noite Ilustrada, Nelson Sargento e Monarco.

Acesse e saiba mais:

http://www.opico.com.br/Musicos.htm

http://www.youtube.com/watch?v=zLm0j8yQGeg&feature=related

http://www.myspace.com/jorgematheus

Jorge Dersu tem mais de 30 anos de carreira e fez parte da chamada Vanguarda Paulista. Atualmente reside em sua cidade natal, Campinas – SP.

~ por Jorge Dersu em 19/08/2011.

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